sábado, 11 de dezembro de 2010
Muito menos do que falar baixo.
Você diz que eu falo muito. Na realidade falo pouco, o muito que falo nada contém, e quando realmente quero falar, me calo. Mais irritante do que falar muito, é falar muito e nada dizer. Por isso peço desculpas pelo meu eterno silencio.
domingo, 17 de outubro de 2010
Lado A, Lado C!
É preferível ter uma porta fechada, a uma entre aberta. Entra ou sai. Linhas do meio não existem, só existe cheio ou vazio. Não existe meia verdade, meia verdade é uma mentira completa. Fala ou cala. É preferível ter o vazio da solidão, a um amor que não completa. Preenche ou esvazia.
No exato momento em que realmente abrimos uma porta, outras automaticamente se fecham. Lacrar portas é um processo doloroso, em cada porta fechada deixamos algo, que gostando ou não, sendo bom ou mau, fez parte de nós. Porém deixar portas entre abertas, apenas para dar uma espiadela quando a saudade bater, é covardia. Abre uma fecha outra, não adianta teimar, ou em algum momento todas vão se fechar, e casa sem porta é inabitável.
Vai ou fica, se ficar que fique por inteiro. Fique por completo, fique sabendo em que lado da linha esta, não existe meio termo. Fique até virar pó, até a flor murchar, o vestido puir, mas só fique se tiver certeza do que realmente quer. Certo ou incerto. Fica ou vai. Fecha ou abre a porta. Só não tente permanecer na linha do meio, o que dizem sobre ela não é verdade.
No exato momento em que realmente abrimos uma porta, outras automaticamente se fecham. Lacrar portas é um processo doloroso, em cada porta fechada deixamos algo, que gostando ou não, sendo bom ou mau, fez parte de nós. Porém deixar portas entre abertas, apenas para dar uma espiadela quando a saudade bater, é covardia. Abre uma fecha outra, não adianta teimar, ou em algum momento todas vão se fechar, e casa sem porta é inabitável.
Vai ou fica, se ficar que fique por inteiro. Fique por completo, fique sabendo em que lado da linha esta, não existe meio termo. Fique até virar pó, até a flor murchar, o vestido puir, mas só fique se tiver certeza do que realmente quer. Certo ou incerto. Fica ou vai. Fecha ou abre a porta. Só não tente permanecer na linha do meio, o que dizem sobre ela não é verdade.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Amor, paixão, dor.
Paixão é vida, paixão cega, paixão não dói, apenas queima. Apaixonado não repara no nariz torto, na escrita errada, tão pouco duvida de alguma coisa dita. Para quem é apaixonado defeito é apenas uma palavra que consta no dicionário. Paixão não dói, ela faz você flutuar léguas e léguas, consegue te levar tão alto, que quando você se da conta os arranhas céus são medíocres comparados a altura que você consegue atingir com um simples olhar. Paixão não dói, apenas queima, e de tanto queimar, de tanta boniteza, acaba. Acaba não por falta de desejo, ou carinho, acaba por falta de visão. Paixão cega, mas diferente da cegueira dos olhos, a cegueira do coração uma hora ou outra, mais cedo ou mais tarde, acaba se transformando em luz. E depois de meses, anos, décadas, quando o apaixonado vê a luz, e com ela todos os defeitos do outro, não sente dor, apenas o fogo que foi queimando tudo, lentamente, até a paixão virar cinzas.
Amor é morte, morte lenta, morte boa. Quem ama sofre, sofre tanto que sente vontade de sair correndo, sem rumo. No amor não existe meio termo, você ama ou não ama, quando alguém ama é de todo corpo, todo coração. Quando alguém realmente ama, não aceita o imperfeito. Quem ama tem a doce mania de arrumar tudo no outro, a dobra da camiseta, a palavra escrita errada, a imaturidade, o mau humor. O amor é eterno, quer, deseja o eterno, e você sabe quando vai ser pra sempre, e sabendo que vai ser assim pra toda vida, você gosta de arrumar, tirar o pó do lado mais escuro do outro, limpar a sujeira escondida nos lugares mais inesperados. No amor, se morre um pouco por dia, segundo, minuto, toda vez que corrigimos alguma coisa no outro estamos nos mudando também, mudando a nossa mania irritante de falar de mais, de não escutar, não olhar para os lados. Quem ama perde uma parte de si por dia, vai deixando uma trilha do que foi, quem ama muda, não só o outro, mas a si mesmo.
Paixão é cegueira, amor é luz, paixão é vida, amor é morte. Não existe nenhuma maneira das duas andarem juntas, ou se existe nunca ouvi falar. Mas se for pra escolher, se tiver como escolher, escolha o amor, só ele é eterno. Só o amor muda, só ele fala, escuta. Só quem ama percebe os defeitos, o nariz torto, as manias irritantes, só quem ama consegue superar eles, apenas o amor aceita o lado bom e ruim. Mas o amor é tão bom, e nobre, que transforma o escuro em claro, só pelo fato de saber que vai ser pra sempre. Morrer de amor não dói, morrer de amor é viver o eterno perfeito.
Amor é morte, morte lenta, morte boa. Quem ama sofre, sofre tanto que sente vontade de sair correndo, sem rumo. No amor não existe meio termo, você ama ou não ama, quando alguém ama é de todo corpo, todo coração. Quando alguém realmente ama, não aceita o imperfeito. Quem ama tem a doce mania de arrumar tudo no outro, a dobra da camiseta, a palavra escrita errada, a imaturidade, o mau humor. O amor é eterno, quer, deseja o eterno, e você sabe quando vai ser pra sempre, e sabendo que vai ser assim pra toda vida, você gosta de arrumar, tirar o pó do lado mais escuro do outro, limpar a sujeira escondida nos lugares mais inesperados. No amor, se morre um pouco por dia, segundo, minuto, toda vez que corrigimos alguma coisa no outro estamos nos mudando também, mudando a nossa mania irritante de falar de mais, de não escutar, não olhar para os lados. Quem ama perde uma parte de si por dia, vai deixando uma trilha do que foi, quem ama muda, não só o outro, mas a si mesmo.
Paixão é cegueira, amor é luz, paixão é vida, amor é morte. Não existe nenhuma maneira das duas andarem juntas, ou se existe nunca ouvi falar. Mas se for pra escolher, se tiver como escolher, escolha o amor, só ele é eterno. Só o amor muda, só ele fala, escuta. Só quem ama percebe os defeitos, o nariz torto, as manias irritantes, só quem ama consegue superar eles, apenas o amor aceita o lado bom e ruim. Mas o amor é tão bom, e nobre, que transforma o escuro em claro, só pelo fato de saber que vai ser pra sempre. Morrer de amor não dói, morrer de amor é viver o eterno perfeito.
sábado, 28 de agosto de 2010
Perdida, Amália.
Amália cuidou de um passarinho durante alguns meses. Em alguma segunda feira do ano, acordou e sentiu um aperto no peito, o motivo por mais tolo que possa parecer era concreto e certo, ela estava prendendo uma vida, vida essa que aprendeu a se contentar com o conforte de uma gaiola, mesmo já tendo percorrido todo o horizonte.
O aperto foi aumentando, e quando percebeu já tinha virado um nó, e Amália sabia que um nó quando é bem dado só se desata quando cortado. A gaiolinha foi aberta, para alivio de Amália.
Poderia estar escrevendo sobre a grande nobreza de Amália, ou sobre como o pássaro ficou feliz em poder bater as assas pelos ares, mas isso é muito obvio diante do fato de o pássaro não ter saído correndo, ou melhor, voando da gaiola. Ele não queria ser solto, não desejou em nenhum único dia a liberdade, ele ficou lá parado olhando para a porta aberta, e não saia.
O nó no peito de Amália, não sumiu, mesmo depois de ter tirado o passarinho da gaiola, o nó só aumentou, Amália tinha tido sua primeira teoria concreta sobre a vida, e é sobre ela que vale apena escrever.
Ela concluiu, sem muito pensar, somos exatamente iguais aquele pássaro preso na gaiola, somos completamente e desesperadamente iguais. Vivemos tanto tempo trancados na mesma gaiola que temos medo de olhar para fora dela, vivemos tanto tempo com os pés fincados no chão que sentimos um pânico do tamanho do mundo quando voamos por dois segundos.
Amália, que não era de ferro e nem bela, chorou, chorou céus inteiros, tinha se acostumado com as suas antigas escolhas, tinha aceitado a sua gaiola, já velha. Amália que não era frouxa e nem feia, resolveu deixar de ser pássaro, resolveu parar de apenas olhar para a porta aberta, resolveu sair do cativeiro.
Querida da Amália, não sabia que não são as portas ou as grades que nos prendem, não fazia a mínima idéia que o que a prendia no mesmo lugar era a comodidade. Porém sair voando sem destino, nem sempre é a melhor escolha, na maioria das vezes é a pior.
Amália, vou apenas lhe dizer uma coisa, o mais difícil não é sair da gaiola e voar por ai, o mais difícil é saber que gaiola te prende, e o porquê desta você não conseguir se libertar. Querida, apenas pare, e escute tudo o que você nunca se permitiu escutar, as vezes é você que se deixa engaiolar.
Nunca é tarde para voar, repito todas as manhas, e para completar penso baixinho, sempre é arriscado voar sem rumo ou cautela.
O aperto foi aumentando, e quando percebeu já tinha virado um nó, e Amália sabia que um nó quando é bem dado só se desata quando cortado. A gaiolinha foi aberta, para alivio de Amália.
Poderia estar escrevendo sobre a grande nobreza de Amália, ou sobre como o pássaro ficou feliz em poder bater as assas pelos ares, mas isso é muito obvio diante do fato de o pássaro não ter saído correndo, ou melhor, voando da gaiola. Ele não queria ser solto, não desejou em nenhum único dia a liberdade, ele ficou lá parado olhando para a porta aberta, e não saia.
O nó no peito de Amália, não sumiu, mesmo depois de ter tirado o passarinho da gaiola, o nó só aumentou, Amália tinha tido sua primeira teoria concreta sobre a vida, e é sobre ela que vale apena escrever.
Ela concluiu, sem muito pensar, somos exatamente iguais aquele pássaro preso na gaiola, somos completamente e desesperadamente iguais. Vivemos tanto tempo trancados na mesma gaiola que temos medo de olhar para fora dela, vivemos tanto tempo com os pés fincados no chão que sentimos um pânico do tamanho do mundo quando voamos por dois segundos.
Amália, que não era de ferro e nem bela, chorou, chorou céus inteiros, tinha se acostumado com as suas antigas escolhas, tinha aceitado a sua gaiola, já velha. Amália que não era frouxa e nem feia, resolveu deixar de ser pássaro, resolveu parar de apenas olhar para a porta aberta, resolveu sair do cativeiro.
Querida da Amália, não sabia que não são as portas ou as grades que nos prendem, não fazia a mínima idéia que o que a prendia no mesmo lugar era a comodidade. Porém sair voando sem destino, nem sempre é a melhor escolha, na maioria das vezes é a pior.
Amália, vou apenas lhe dizer uma coisa, o mais difícil não é sair da gaiola e voar por ai, o mais difícil é saber que gaiola te prende, e o porquê desta você não conseguir se libertar. Querida, apenas pare, e escute tudo o que você nunca se permitiu escutar, as vezes é você que se deixa engaiolar.
Nunca é tarde para voar, repito todas as manhas, e para completar penso baixinho, sempre é arriscado voar sem rumo ou cautela.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Só presente, e futuro.
É madrugada, poderia dizer que já passa das três, e a única coisa que me faz pensar é o passado.
Ele não deveria ter esse nome, afinal o passado é sempre tão presente que deveria ter outro nome, algum nome que não deixe brechas para ditados populares, o que passou não passou.
No fundo todos achamos que poderíamos mudar alguma coisa, não podemos, e essa é a real alegria da vida, o que esta feito, esta feito, consumado. Porem, a grande tristeza, é que temos a mania de nos lamentar por alguma escolha que fizemos antigamente.
A alegria é que todas as nossas atitudes nos constroem, a vida é como um castelo de areia que construímos na beira da praia, cada ação é o grão de areia, o problema é que algumas pessoas não se lembram de fixá-lo em terra firme.
O que foi feito, esta feito, e todas as suas atitudes, pequenas ou não, boas ou más, te fazem ser o que você é agora, uma pessoa grande em espírito ou pequena. Não adianta querer tirar o primeiro balde de atitudes que você colocou no seu castelo, ela já esta em um lugar inalcançável.
Não existe passado, só presente, o que você foi não pode ser mudado, porem toda a vez que a onda bate no castelo, traz com ela a oportunidade de construirmos um castelo melhor, mais limpo, organizado. Contanto, os restos do castelo antigo permanecerão no mesmo lugar, para sempre, e com base nele que o novo se forma. Não existe passado, mas existe o futuro.
Ele não deveria ter esse nome, afinal o passado é sempre tão presente que deveria ter outro nome, algum nome que não deixe brechas para ditados populares, o que passou não passou.
No fundo todos achamos que poderíamos mudar alguma coisa, não podemos, e essa é a real alegria da vida, o que esta feito, esta feito, consumado. Porem, a grande tristeza, é que temos a mania de nos lamentar por alguma escolha que fizemos antigamente.
A alegria é que todas as nossas atitudes nos constroem, a vida é como um castelo de areia que construímos na beira da praia, cada ação é o grão de areia, o problema é que algumas pessoas não se lembram de fixá-lo em terra firme.
O que foi feito, esta feito, e todas as suas atitudes, pequenas ou não, boas ou más, te fazem ser o que você é agora, uma pessoa grande em espírito ou pequena. Não adianta querer tirar o primeiro balde de atitudes que você colocou no seu castelo, ela já esta em um lugar inalcançável.
Não existe passado, só presente, o que você foi não pode ser mudado, porem toda a vez que a onda bate no castelo, traz com ela a oportunidade de construirmos um castelo melhor, mais limpo, organizado. Contanto, os restos do castelo antigo permanecerão no mesmo lugar, para sempre, e com base nele que o novo se forma. Não existe passado, mas existe o futuro.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Nuca amadas.
Olho para elas, procurando achar uma resposta, alguma coisa que me ajude a definir o que sinto. Olho para elas, com raiva, pena, nojo, angustia, descaso. Na maioria das vezes prefiro ficar apenas olhando, não goste de falar com esse tipo de pessoa. Prefiro receber o sorriso envergonhado da faxineira do meu prédio, do que o oi sujo da maioria delas.
O que me incomoda é o fato dessas mulheres se tornarem objetos, e o pior gostarem disso. Elas não notam que já saíram da parte mais alta do balcão, já foram parar no estoque há muito tempo. Não entendo como conseguem ser tão cegas, ao ponto de não se darem conta que ser um objeto de desejo é muito fácil, mas que objetos entram e saem de moda, em um piscar de olhos. Não adianta querida, você ficar pensando em que roupa usar, todos já sabem que vai ser alguma coisa curta, afinal o tamanho do cérebro é medido pelo tamanho da sua saia, mini.
Vocês vivem falando que homem nenhum presta, e que por esse motivo vão encher a cara. Alias, tudo é motivo para beber, para esquecer da prova, do pé na bunda, do vestido que não entrou, mas nunca se deram conta que o que mais querem é esquecer delas mesmas. Esquecer que as vezes ser a que mais dança, não significa ser a mais feliz. Esquecer que o motivo delas acharem que homem nenhum presta, é não saberem procurar
A minha raiva costuma vir daquele velho ditado, uma laranja podre estraga todo o cesto. Porem vocês não estragam todo o cesto, mas fazem parecer que todas as mulheres são iguais a vocês, podres. O meu grande problema, não esta em vocês ou na suas vidas patéticas, o meu problema é os homens generalizarem todas as mulheres e nos colocar no mesmo saco, eu não, eu sou diferente. Sou diferente de você e das suas amigas com risadas escandalosas, copo na mão, cabelo liso, sou diferente de vocês que andam uniformizadas, poderia até apostar que na maioria das vezes se ligam para combinar que roupa usar, porem consigo compreender o seu medo de ser diferente do resto da manada.
Tenho nojo de ser da mesma espécie que vocês, tenho vergonha de ser comparada com o seu tipo de mulher. Sinto vergonha por você, tenho pena de você, que não é mulher, você que é no maximo uma menina, que não sabe o que fazer com as pernas, pelo fato de não saber o que fazer com o coração. Acho que vocês deveriam parar de denegrir a imagem da mulher, parar de reclamar que não existe homem que presta, ou quando for reclamar se lembrar que é o seu tipo de mulher que faz eles não prestarem.
Por fim, sinto pena de vocês, sinto pena de todo o tipo de ser que aparenta ser o que não é. Sinto pena de vocês que já foram muitas vezes usadas, mas nunca amadas, de vocês que já beberam por homens que nunca te ligaram no outro dia. Dos seus olhos, que mostram um vazio angustiante, olhos de bonecas, bonecas que não sabem falar alguma coisa útil, olhos manipuláveis. Tenho pena de vocês ainda não terem se dado conta, que vocês são produzidas em massa, que em todos os anos aparecem no mercado um lote novo de bonecas, menos usadas. Por isso todos os anos inconscientemente vocês diminuem um pedaço da saia. Mas não adianta vocês só têm duas opções, aprender a sentar e a fechar as pernas, ou terminar em uma esquina cobrando por aquilo que costumam fazer de graça.
O que me incomoda é o fato dessas mulheres se tornarem objetos, e o pior gostarem disso. Elas não notam que já saíram da parte mais alta do balcão, já foram parar no estoque há muito tempo. Não entendo como conseguem ser tão cegas, ao ponto de não se darem conta que ser um objeto de desejo é muito fácil, mas que objetos entram e saem de moda, em um piscar de olhos. Não adianta querida, você ficar pensando em que roupa usar, todos já sabem que vai ser alguma coisa curta, afinal o tamanho do cérebro é medido pelo tamanho da sua saia, mini.
Vocês vivem falando que homem nenhum presta, e que por esse motivo vão encher a cara. Alias, tudo é motivo para beber, para esquecer da prova, do pé na bunda, do vestido que não entrou, mas nunca se deram conta que o que mais querem é esquecer delas mesmas. Esquecer que as vezes ser a que mais dança, não significa ser a mais feliz. Esquecer que o motivo delas acharem que homem nenhum presta, é não saberem procurar
A minha raiva costuma vir daquele velho ditado, uma laranja podre estraga todo o cesto. Porem vocês não estragam todo o cesto, mas fazem parecer que todas as mulheres são iguais a vocês, podres. O meu grande problema, não esta em vocês ou na suas vidas patéticas, o meu problema é os homens generalizarem todas as mulheres e nos colocar no mesmo saco, eu não, eu sou diferente. Sou diferente de você e das suas amigas com risadas escandalosas, copo na mão, cabelo liso, sou diferente de vocês que andam uniformizadas, poderia até apostar que na maioria das vezes se ligam para combinar que roupa usar, porem consigo compreender o seu medo de ser diferente do resto da manada.
Tenho nojo de ser da mesma espécie que vocês, tenho vergonha de ser comparada com o seu tipo de mulher. Sinto vergonha por você, tenho pena de você, que não é mulher, você que é no maximo uma menina, que não sabe o que fazer com as pernas, pelo fato de não saber o que fazer com o coração. Acho que vocês deveriam parar de denegrir a imagem da mulher, parar de reclamar que não existe homem que presta, ou quando for reclamar se lembrar que é o seu tipo de mulher que faz eles não prestarem.
Por fim, sinto pena de vocês, sinto pena de todo o tipo de ser que aparenta ser o que não é. Sinto pena de vocês que já foram muitas vezes usadas, mas nunca amadas, de vocês que já beberam por homens que nunca te ligaram no outro dia. Dos seus olhos, que mostram um vazio angustiante, olhos de bonecas, bonecas que não sabem falar alguma coisa útil, olhos manipuláveis. Tenho pena de vocês ainda não terem se dado conta, que vocês são produzidas em massa, que em todos os anos aparecem no mercado um lote novo de bonecas, menos usadas. Por isso todos os anos inconscientemente vocês diminuem um pedaço da saia. Mas não adianta vocês só têm duas opções, aprender a sentar e a fechar as pernas, ou terminar em uma esquina cobrando por aquilo que costumam fazer de graça.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Notei.
Pensei em trocar a musica que estava tocando, poderia também abrir a janela e olhar as estrelas, respirar alguma coisa mais leve, pensei em trocar de roupa, colocar alguma coisa branca. Mudar de musica, abrir a janela, nenhuma dessas coisas iria me trazer respostas, o branco certamente ficaria cinza, escondido por traz das nuvens de duvidas que pairam a janela do meu quarto.
Sabia que a única coisa que faria as coisas ficarem mais claras perante a sua não resposta seria escrever. Escrevi sem saber como começar, sabia apenas onde iria terminar, tudo sempre termina em você, tudo me leva a você em uma forma irritantemente boa.
Sabia que a única coisa que faria as coisas ficarem mais claras perante a sua não resposta seria escrever. Escrevi sem saber como começar, sabia apenas onde iria terminar, tudo sempre termina em você, tudo me leva a você em uma forma irritantemente boa.
Resumindo.
Não me venha com rodeios, meias palavras, palavras sem silabas. Quero palavras completas, fases completas, mas rápidas. Sem rodeios, não quero ver você levar anos para falar o que eu consigo expressar em cinco minutos. Porque esperar você falar o que eu já sei cansa. Realmente prefiro que você fale em cinco minutos, segundos, mas fale e rápido.
Resumindo, ver a sua demora para falar, me faz resumir, e o meu resumo não costuma ser doce.
Resumindo, ver a sua demora para falar, me faz resumir, e o meu resumo não costuma ser doce.
Minha.
Não sou sua, não sou dele, nem do Zé, muito menos do José, sou minha, só minha. Não me veja como uma boneca de porcelana, uma flor, uma pedra. Não me veja como algo que você pode possuir. Não sou vendida em lote, nem posso ser comprada pelo correio, não me vendo, portanto ninguém me compra, ninguém me tem, sou minha, só minha.
Não sou sua, sou minha. Sou minha, de modo que na pior das hipóteses eu seu um objeto que fala, e fala muito, porem só fala o que quer. Sou minha por isso faço apenas o que desejo, o seu controle remoto não vai funcionar em mim. Sou minha, só minha, pelo simples fato que sou eu a única pessoa que vai me ter para sempre.
Não sou sua, sou minha. Sou minha, de modo que na pior das hipóteses eu seu um objeto que fala, e fala muito, porem só fala o que quer. Sou minha por isso faço apenas o que desejo, o seu controle remoto não vai funcionar em mim. Sou minha, só minha, pelo simples fato que sou eu a única pessoa que vai me ter para sempre.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Saudades.
Sinto falta de muitas coisas, dos tempos de escola, dos amigos que perdi, dos que não fiz, de quando vestia as roupas da minha mãe e andava saltitando pela sala. Mas nada se compara a falta que sinto dela, ou o vazio que paira em mim quando, por exemplo, me lembro da sua plantação de morangos, os mais doces que já comi.
Ela, a saudade vive comigo, mas aumenta de um a forma descontrolada quando fico triste e ela não está lá para me dar colo. Ou quando vejo um passarinho voando, com seu peito amarelo, tenho certeza que ela gritaria para mim ir olhar ele. Mas ela não grita mais, não da mais colo, ou bronca.
Seria tão mais pratico pensar que ela ainda me vê ou me escuta, ou que o passarinho amarelo poderia ser ela, porem eu sei que não. Então convivo com a saudade, dela que não era mãe ou amiga, ela que era um anjo que um dia irei reencontrar.
Ela, a saudade vive comigo, mas aumenta de um a forma descontrolada quando fico triste e ela não está lá para me dar colo. Ou quando vejo um passarinho voando, com seu peito amarelo, tenho certeza que ela gritaria para mim ir olhar ele. Mas ela não grita mais, não da mais colo, ou bronca.
Seria tão mais pratico pensar que ela ainda me vê ou me escuta, ou que o passarinho amarelo poderia ser ela, porem eu sei que não. Então convivo com a saudade, dela que não era mãe ou amiga, ela que era um anjo que um dia irei reencontrar.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Silencio.
Fecho os olhos, respiro, conto até 10. Nada muda, o silencio continuo fazendo barulho dentro de mim. E eu só consigo respirar em etapas, não é fácil meu amigo, não é fácil. Me concentro por um minuto e fico me perguntando onde estaria você. Não acho a resposta, não acho nada, o silencio sopra no meu ouvido fazendo um barulho ensurdecedor.
Apenas queria escutar a sua voz me dizendo bom dia, mas o silencio fala mais alto, não consigo dormir faz muito barulho aqui onde eu to, o meu respiro de tão pesado não deixa os vizinhos dormirem.
Sossega coração, e deixa passar o burburinho, e o vazio do nada ouvir e tudo escutar, sossega que ele volta.
Apenas queria escutar a sua voz me dizendo bom dia, mas o silencio fala mais alto, não consigo dormir faz muito barulho aqui onde eu to, o meu respiro de tão pesado não deixa os vizinhos dormirem.
Sossega coração, e deixa passar o burburinho, e o vazio do nada ouvir e tudo escutar, sossega que ele volta.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Carta a minha melhor amiga.
Não faz muito tempo que eu a vi, ainda me lembro do seu vestido florido e do seu cabelo cobrindo boa parte do rosto. Não faz muito tempo que eu falei com você, mas mesmo assim tenho saudades de você, ou de quem você era.
Todos os dias você me dava bom dia, sorria pra mim, falava que me amava, e agora? Só me restam farpas. Tenho saudades do tempo eu que você me falava dos seus problemas, agora você os desconta em mim, como se eu fosse uma pedra.
Mas o que você não sabe minha amiga, é que eu continuo te amando e te compreendendo. Aceito você me usar como fuga, e entendo a sua tristeza e solidão. Afinal não é fácil para quem sempre sonhou com um conto de fadas ver que o mundo não é tão bom assim.
Pois sei que um dia você, a verdadeira você, vai voltar com o seu vestido florido colorindo o meu dia, com o seu sorriso, um sorriso que não vai me fazer chorar, e eu te espero pelo simples fato de te amar.
Todos os dias você me dava bom dia, sorria pra mim, falava que me amava, e agora? Só me restam farpas. Tenho saudades do tempo eu que você me falava dos seus problemas, agora você os desconta em mim, como se eu fosse uma pedra.
Mas o que você não sabe minha amiga, é que eu continuo te amando e te compreendendo. Aceito você me usar como fuga, e entendo a sua tristeza e solidão. Afinal não é fácil para quem sempre sonhou com um conto de fadas ver que o mundo não é tão bom assim.
Pois sei que um dia você, a verdadeira você, vai voltar com o seu vestido florido colorindo o meu dia, com o seu sorriso, um sorriso que não vai me fazer chorar, e eu te espero pelo simples fato de te amar.
domingo, 18 de abril de 2010
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Poeira.
Hoje percebi que a pior poeira não é a que fica em cima da cama, do armário, do chão, a pior poeira não é aquela que sai com o passar de um dedo ou com água e sabão.
Quando te vi, notei que estávamos cheios de pó, por todo o lado, no coração na alma, e no olhar. Quero tirar o teu pó, mas antes tenho que limpar o meu, até porque nem louco tenta limpar o chão com pano sujo.
Portanto no momento continuamos assim, eu cá e você lá, cada um com o seu pó. Mas vamos combinar assim, tentaremos varrer ele para baixo do tapete para ninguém notar, que o pó do seu olho só voa pra longe quando me vê.
Quando te vi, notei que estávamos cheios de pó, por todo o lado, no coração na alma, e no olhar. Quero tirar o teu pó, mas antes tenho que limpar o meu, até porque nem louco tenta limpar o chão com pano sujo.
Portanto no momento continuamos assim, eu cá e você lá, cada um com o seu pó. Mas vamos combinar assim, tentaremos varrer ele para baixo do tapete para ninguém notar, que o pó do seu olho só voa pra longe quando me vê.
Não querer.
Não sei no que acreditar, tenho medo de mim, medo de você. Tenho medo de te amar, e de te deixar ir embora. Tenho medo do seu sorriso debochando e do seu olhar triste que mesmo quando ri continua lá. Não quero que você se vá, mas também não quero que fique do meu lado, não agora.
sábado, 6 de março de 2010
Nos olhos.
Há algum tempo atrás, ela avia perguntado para seu melhor amigo o como era o amor. Queria saber se poderia um dia acreditar cegamente em alguém que diz a amar, queria saber se um dia ela teria certeza do amor, e como seria essa certeza.
Ele olhou para ela com um sorriso de canto de boca e falou com toda a confiança do mundo que só uma pessoa que já amou e foi amada poderia ter, falou apenas que a certeza só existe quando conseguimos sentir o amor. A afirmação dele não a ajudou em nada, na realidade só deixou as coisas mais turvas.
Há alguns dias essa mesma garota ou mulher estava com ele, o homem que despertou a curiosidade sobre o amor e a duvida sobre a sua existência. Então sem perceber olhou no fundo dos olhos dele, só ali nesse exato momento pode ter certeza e respostas para todas as suas perguntas. Os olhos mostravam muito mais do que a verdade ou a resposta, mostravam a alma.
Ele olhou para ela com um sorriso de canto de boca e falou com toda a confiança do mundo que só uma pessoa que já amou e foi amada poderia ter, falou apenas que a certeza só existe quando conseguimos sentir o amor. A afirmação dele não a ajudou em nada, na realidade só deixou as coisas mais turvas.
Há alguns dias essa mesma garota ou mulher estava com ele, o homem que despertou a curiosidade sobre o amor e a duvida sobre a sua existência. Então sem perceber olhou no fundo dos olhos dele, só ali nesse exato momento pode ter certeza e respostas para todas as suas perguntas. Os olhos mostravam muito mais do que a verdade ou a resposta, mostravam a alma.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Pergunta.
O que é o amor ? Foi o que ele perguntou, sem olhar nos olhos dela ou muito menos tocá-la. Ele sabia que não teria a resposta desejada, mas não sabia que ela não tinha resposta alguma. Ela poderia ter inventado mil teorias, citado poetas ou até mesmo a letra de alguma musica brega, mas apenas respondeu que não sabia. Poderia dizer também que gostaria de aprender, mas ele sabia dos seus sentimentos e do seu medo de amar.
O que ele queria aconteceu, conseguiu fazer ela pensar, pensar sobre o amor, e porque esse sentimento traz consigo tanto medo. Essa pergunta na maioria das vezes tão fácil de responder, despertou a curiosidade dela. E depois de algum tempo sem falar nada, e sem desviar o pensamento da pergunta encontrou a resposta.
Para ela o amor era um sentimento único, que ocorria uma vez na vida. O amor nunca pode ser substituído por um simples gostar, o amor é único e o único sentimento interminável. E com a sua curta resposta, os dois tiverem absoluta certeza que nunca amaram.
O que ele queria aconteceu, conseguiu fazer ela pensar, pensar sobre o amor, e porque esse sentimento traz consigo tanto medo. Essa pergunta na maioria das vezes tão fácil de responder, despertou a curiosidade dela. E depois de algum tempo sem falar nada, e sem desviar o pensamento da pergunta encontrou a resposta.
Para ela o amor era um sentimento único, que ocorria uma vez na vida. O amor nunca pode ser substituído por um simples gostar, o amor é único e o único sentimento interminável. E com a sua curta resposta, os dois tiverem absoluta certeza que nunca amaram.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Procura.
Ela olhava para todos os cantos possíveis do quarto, abria e fechava gavetas, trancava a porta, mas abria a janela para deixar entrar a claridade. Com os olhos cheios de água, água e não lagrima, olhava para a janela na esperança de lá encontrar uma resposta, não encontrava. Corria quarteirões inteiros olhando para todos os lados, corria para ver se esquecia o caminho de casa, o caminho da obviedade. Lia livros, revistas, jornais, até guias telefônicos, mas nada de encontrar a resposta. A resposta que ela tanto procurava estava no lugar mais perto, e também no mais temível, estava dentro dela.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Novo.
Becos escuros, ruas desertas, estradas nunca vistas, são lá nos lugares nunca habitados que o novo acontece. O novo assunta porque vem com a escuridão, escuridão da alma, da mente. Escuridão do coração ou do amor. É fácil substituir ruas ou esquinas, se você já habitou nelas, já conheceu, já viveu. Mas o que nunca foi vivido ou visto não traz na bagagem só o novo e as suas emoções, mas traz consigo a duvida e o medo. Que em hipótese alguma torna os lugares escuros menos encantadores, mas ao contrario, o medo da vida e cautela aos novos becos e vilarejos nunca habitados antes!
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Certeza.
Dizem que amar não é ter sempre certeza, que é aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém. E eu fico me perguntando como alguém pode amar sem ter certeza, a incerteza deixa duvidas e traz medos, o amor não pode ser construído em cima de duvidas, em um chão obscuro.
Sem duvida alguma, que quando amamos alguém achamos que essa pessoa é perfeita pra nós, perfeita em seus defeitos, defeitos esses que se completam com os meus e com o seus.
Amar é sim ter sempre certeza, e é encontrar alguém que é perfeito pra você. Então por favor, esqueça por um minuto ou duas horas as letras de musicas, e acredite que você merece e vai ter alguém perfeito que te traga a certeza do amor.
Sem duvida alguma, que quando amamos alguém achamos que essa pessoa é perfeita pra nós, perfeita em seus defeitos, defeitos esses que se completam com os meus e com o seus.
Amar é sim ter sempre certeza, e é encontrar alguém que é perfeito pra você. Então por favor, esqueça por um minuto ou duas horas as letras de musicas, e acredite que você merece e vai ter alguém perfeito que te traga a certeza do amor.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Minha vida.
Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei.
Cenas do meu filme
Em branco e preto
Que o vento levou
E o tempo traz
Entre todos os amores
E amigos
De você me lembro mais.
Desenhos que a vida vai fazendo
Desbotam alguns, uns ficam iguais
Entre corações que tenho tatuados
De você me lembro mais
De você, não esqueço jamais. (Rita Lee)
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Ano Novo.
Todo o ano a historia se repete, as pessoas prometem coisas e pedem também. Mas é muito insano pensar que só porque demos uma volta completa alguma coisa vai mudar. Chega ser infantil acreditar que pelo fato de ser um ano novo vai ser mais fácil os seus desejos e vontades se realizarem.
Todos os dias são novos, todos os minutos também, portanto não é necessário esperar 365 dias para mudar. Mude agora nesse segundo, ele é único, mas mude por você para o seu bem e não fique desejando um milhão de coisas para o ano novo, deseje apenas o mais importante aquilo que deveríamos desejar a todo o instante, deseje ser feliz.
Todos os dias são novos, todos os minutos também, portanto não é necessário esperar 365 dias para mudar. Mude agora nesse segundo, ele é único, mas mude por você para o seu bem e não fique desejando um milhão de coisas para o ano novo, deseje apenas o mais importante aquilo que deveríamos desejar a todo o instante, deseje ser feliz.
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