sexta-feira, 23 de julho de 2010

Nuca amadas.

Olho para elas, procurando achar uma resposta, alguma coisa que me ajude a definir o que sinto. Olho para elas, com raiva, pena, nojo, angustia, descaso. Na maioria das vezes prefiro ficar apenas olhando, não goste de falar com esse tipo de pessoa. Prefiro receber o sorriso envergonhado da faxineira do meu prédio, do que o oi sujo da maioria delas.
O que me incomoda é o fato dessas mulheres se tornarem objetos, e o pior gostarem disso. Elas não notam que já saíram da parte mais alta do balcão, já foram parar no estoque há muito tempo. Não entendo como conseguem ser tão cegas, ao ponto de não se darem conta que ser um objeto de desejo é muito fácil, mas que objetos entram e saem de moda, em um piscar de olhos. Não adianta querida, você ficar pensando em que roupa usar, todos já sabem que vai ser alguma coisa curta, afinal o tamanho do cérebro é medido pelo tamanho da sua saia, mini.
Vocês vivem falando que homem nenhum presta, e que por esse motivo vão encher a cara. Alias, tudo é motivo para beber, para esquecer da prova, do pé na bunda, do vestido que não entrou, mas nunca se deram conta que o que mais querem é esquecer delas mesmas. Esquecer que as vezes ser a que mais dança, não significa ser a mais feliz. Esquecer que o motivo delas acharem que homem nenhum presta, é não saberem procurar
A minha raiva costuma vir daquele velho ditado, uma laranja podre estraga todo o cesto. Porem vocês não estragam todo o cesto, mas fazem parecer que todas as mulheres são iguais a vocês, podres. O meu grande problema, não esta em vocês ou na suas vidas patéticas, o meu problema é os homens generalizarem todas as mulheres e nos colocar no mesmo saco, eu não, eu sou diferente. Sou diferente de você e das suas amigas com risadas escandalosas, copo na mão, cabelo liso, sou diferente de vocês que andam uniformizadas, poderia até apostar que na maioria das vezes se ligam para combinar que roupa usar, porem consigo compreender o seu medo de ser diferente do resto da manada.
Tenho nojo de ser da mesma espécie que vocês, tenho vergonha de ser comparada com o seu tipo de mulher. Sinto vergonha por você, tenho pena de você, que não é mulher, você que é no maximo uma menina, que não sabe o que fazer com as pernas, pelo fato de não saber o que fazer com o coração. Acho que vocês deveriam parar de denegrir a imagem da mulher, parar de reclamar que não existe homem que presta, ou quando for reclamar se lembrar que é o seu tipo de mulher que faz eles não prestarem.
Por fim, sinto pena de vocês, sinto pena de todo o tipo de ser que aparenta ser o que não é. Sinto pena de vocês que já foram muitas vezes usadas, mas nunca amadas, de vocês que já beberam por homens que nunca te ligaram no outro dia. Dos seus olhos, que mostram um vazio angustiante, olhos de bonecas, bonecas que não sabem falar alguma coisa útil, olhos manipuláveis. Tenho pena de vocês ainda não terem se dado conta, que vocês são produzidas em massa, que em todos os anos aparecem no mercado um lote novo de bonecas, menos usadas. Por isso todos os anos inconscientemente vocês diminuem um pedaço da saia. Mas não adianta vocês só têm duas opções, aprender a sentar e a fechar as pernas, ou terminar em uma esquina cobrando por aquilo que costumam fazer de graça.

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