sábado, 6 de março de 2010

Nos olhos.

Há algum tempo atrás, ela avia perguntado para seu melhor amigo o como era o amor. Queria saber se poderia um dia acreditar cegamente em alguém que diz a amar, queria saber se um dia ela teria certeza do amor, e como seria essa certeza.
Ele olhou para ela com um sorriso de canto de boca e falou com toda a confiança do mundo que só uma pessoa que já amou e foi amada poderia ter, falou apenas que a certeza só existe quando conseguimos sentir o amor. A afirmação dele não a ajudou em nada, na realidade só deixou as coisas mais turvas.
Há alguns dias essa mesma garota ou mulher estava com ele, o homem que despertou a curiosidade sobre o amor e a duvida sobre a sua existência. Então sem perceber olhou no fundo dos olhos dele, só ali nesse exato momento pode ter certeza e respostas para todas as suas perguntas. Os olhos mostravam muito mais do que a verdade ou a resposta, mostravam a alma.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Pergunta.

O que é o amor ? Foi o que ele perguntou, sem olhar nos olhos dela ou muito menos tocá-la. Ele sabia que não teria a resposta desejada, mas não sabia que ela não tinha resposta alguma. Ela poderia ter inventado mil teorias, citado poetas ou até mesmo a letra de alguma musica brega, mas apenas respondeu que não sabia. Poderia dizer também que gostaria de aprender, mas ele sabia dos seus sentimentos e do seu medo de amar.
O que ele queria aconteceu, conseguiu fazer ela pensar, pensar sobre o amor, e porque esse sentimento traz consigo tanto medo. Essa pergunta na maioria das vezes tão fácil de responder, despertou a curiosidade dela. E depois de algum tempo sem falar nada, e sem desviar o pensamento da pergunta encontrou a resposta.
Para ela o amor era um sentimento único, que ocorria uma vez na vida. O amor nunca pode ser substituído por um simples gostar, o amor é único e o único sentimento interminável. E com a sua curta resposta, os dois tiverem absoluta certeza que nunca amaram.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Procura.

Ela olhava para todos os cantos possíveis do quarto, abria e fechava gavetas, trancava a porta, mas abria a janela para deixar entrar a claridade. Com os olhos cheios de água, água e não lagrima, olhava para a janela na esperança de lá encontrar uma resposta, não encontrava. Corria quarteirões inteiros olhando para todos os lados, corria para ver se esquecia o caminho de casa, o caminho da obviedade. Lia livros, revistas, jornais, até guias telefônicos, mas nada de encontrar a resposta. A resposta que ela tanto procurava estava no lugar mais perto, e também no mais temível, estava dentro dela.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Novo.

Becos escuros, ruas desertas, estradas nunca vistas, são lá nos lugares nunca habitados que o novo acontece. O novo assunta porque vem com a escuridão, escuridão da alma, da mente. Escuridão do coração ou do amor. É fácil substituir ruas ou esquinas, se você já habitou nelas, já conheceu, já viveu. Mas o que nunca foi vivido ou visto não traz na bagagem só o novo e as suas emoções, mas traz consigo a duvida e o medo. Que em hipótese alguma torna os lugares escuros menos encantadores, mas ao contrario, o medo da vida e cautela aos novos becos e vilarejos nunca habitados antes!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Certeza.

Dizem que amar não é ter sempre certeza, que é aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém. E eu fico me perguntando como alguém pode amar sem ter certeza, a incerteza deixa duvidas e traz medos, o amor não pode ser construído em cima de duvidas, em um chão obscuro.
Sem duvida alguma, que quando amamos alguém achamos que essa pessoa é perfeita pra nós, perfeita em seus defeitos, defeitos esses que se completam com os meus e com o seus.
Amar é sim ter sempre certeza, e é encontrar alguém que é perfeito pra você. Então por favor, esqueça por um minuto ou duas horas as letras de musicas, e acredite que você merece e vai ter alguém perfeito que te traga a certeza do amor.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Minha vida.



Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei.

Cenas do meu filme
Em branco e preto
Que o vento levou
E o tempo traz
Entre todos os amores
E amigos
De você me lembro mais.

Desenhos que a vida vai fazendo
Desbotam alguns, uns ficam iguais
Entre corações que tenho tatuados
De você me lembro mais
De você, não esqueço jamais. (Rita Lee)

Medo.

Tenho medo do amor e de amar.