sexta-feira, 18 de junho de 2010

Saudades.

Sinto falta de muitas coisas, dos tempos de escola, dos amigos que perdi, dos que não fiz, de quando vestia as roupas da minha mãe e andava saltitando pela sala. Mas nada se compara a falta que sinto dela, ou o vazio que paira em mim quando, por exemplo, me lembro da sua plantação de morangos, os mais doces que já comi.
Ela, a saudade vive comigo, mas aumenta de um a forma descontrolada quando fico triste e ela não está lá para me dar colo. Ou quando vejo um passarinho voando, com seu peito amarelo, tenho certeza que ela gritaria para mim ir olhar ele. Mas ela não grita mais, não da mais colo, ou bronca.
Seria tão mais pratico pensar que ela ainda me vê ou me escuta, ou que o passarinho amarelo poderia ser ela, porem eu sei que não. Então convivo com a saudade, dela que não era mãe ou amiga, ela que era um anjo que um dia irei reencontrar.