sexta-feira, 30 de abril de 2010

Carta a minha melhor amiga.

Não faz muito tempo que eu a vi, ainda me lembro do seu vestido florido e do seu cabelo cobrindo boa parte do rosto. Não faz muito tempo que eu falei com você, mas mesmo assim tenho saudades de você, ou de quem você era.
Todos os dias você me dava bom dia, sorria pra mim, falava que me amava, e agora? Só me restam farpas. Tenho saudades do tempo eu que você me falava dos seus problemas, agora você os desconta em mim, como se eu fosse uma pedra.
Mas o que você não sabe minha amiga, é que eu continuo te amando e te compreendendo. Aceito você me usar como fuga, e entendo a sua tristeza e solidão. Afinal não é fácil para quem sempre sonhou com um conto de fadas ver que o mundo não é tão bom assim.
Pois sei que um dia você, a verdadeira você, vai voltar com o seu vestido florido colorindo o meu dia, com o seu sorriso, um sorriso que não vai me fazer chorar, e eu te espero pelo simples fato de te amar.

domingo, 18 de abril de 2010

Dificuldade.

E continuo crendo que gostar é um dos sentimentos mais difíceis de manter.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Poeira.

Hoje percebi que a pior poeira não é a que fica em cima da cama, do armário, do chão, a pior poeira não é aquela que sai com o passar de um dedo ou com água e sabão.
Quando te vi, notei que estávamos cheios de pó, por todo o lado, no coração na alma, e no olhar. Quero tirar o teu pó, mas antes tenho que limpar o meu, até porque nem louco tenta limpar o chão com pano sujo.
Portanto no momento continuamos assim, eu cá e você lá, cada um com o seu pó. Mas vamos combinar assim, tentaremos varrer ele para baixo do tapete para ninguém notar, que o pó do seu olho só voa pra longe quando me vê.

Não querer.

Não sei no que acreditar, tenho medo de mim, medo de você. Tenho medo de te amar, e de te deixar ir embora. Tenho medo do seu sorriso debochando e do seu olhar triste que mesmo quando ri continua lá. Não quero que você se vá, mas também não quero que fique do meu lado, não agora.